Guest post: Quando o mundo ficou pequeno demais para mim

31 de maio de 2012

Há algum tempo atrás, Carol me perguntou se eu poderia fazer um post aqui sobre a AIESEC e a minha experiência lá. Embora eu tenha concordado, devo avisar que acho bem difícil descrever essa experiência, mas vou tentar passar um pouco do que é essa organização pra vocês!

Conferência nacional da AIESEC (CONADE) de 2011
A AIESEC é uma organização internacional sem fins lucrativos gerida exclusivamente por jovens universitários. Ela tem o objetivo de gerar impacto positivo na sociedade e funciona como plataforma de desenvolvimento para os jovens que dela fazem parte, através de 3 meios: desenvolvimento de liderança (através de cargos de liderança), ambiente global de aprendizado (através da convivência com intercambistas de todo o mundo) e intercâmbio profissional. Nesse post eu vou focar mais na questão do intercâmbio.

Aqui nesse vídeo você encontra uma explicação geral sobre a organização. O vídeo é ótimo, não vai nem cansar!


Bem, eu entrei na AIESEC Recife em 2009, quando estava no primeiro ano de faculdade. Nessa época, eu era bem “conservadora” em relação a carreira profissional e tal. Claro que, depois de entrar na faculdade, eu já abri a mente e isso me levou a ter interesse pela AIESEC, foi lá que eu descobri o que é “vivenciar as diferenças” de verdade. Trabalhei em um time de realização de intercâmbio e conversei com intercambistas de diversos lugares do mundo. Além disso, eu trabalhei com um pessoal bastante diferente de mim, de personalidade, opinião, comportamento, enfim. O que mais me impressionou à época foi que essas pessoas (brasileiras, mexicanas ou lituanas) podiam ser bem diferentes, mas quando se falava de algum assunto de interesse comum a gente se entendia muito bem, como se só existissem os pontos convergentes. Mas na verdade eram as diferenças que, ao invés de criar barreiras, geravam uma relação ainda mais rica.

Isso que eu citei até agora - não se engane - é apenas parte da experiência que você pode ter dentro da organização. Eu nunca fiz intercâmbio pela AIESEC (mais ainda vou fazer!), e Carol tinha me pedido para falar justo sobre isso... epic fail, não? Haha. Mas eu conheço muita gente que fez intercâmbio pela organização e mesmo que eu não tenha feito posso afirmar com certeza que a AIESEC te mostra o quão grande e diverso o mundo é. Eu conheço gente que já fez intercâmbio para o México, Lituânia, Rússia, Índia, Egito, Colômbia, Turquia, Hungria, Polônia, Chile, Eslováquia, Venezuela, Romênia, Moçambique, Estados Unidos, Argentina, Indonésia, Tailândia, Grécia... Enfim, também conheço gente de um monte de lugar que veio para o Brasil. Minha irmã (que viajou pela AIESEC) estava no Egito na época da Primavera Árabe e viu e ouviu da varanda de casa aquilo que outros jovens vão aprender nos livros de História daqui a alguns anos e que nós acompanhamos no máximo pelo Facebook e noticiários. Existem várias outras histórias que não conseguirei contar aqui, mas que mostram um pouco do choque cultural e do aprendizado que você ganha.

 Minha irmã tirando uma foto em frente a um tanque e com a bandeira do Egito. Ela e mais alguns intercambistas se juntaram aos egípcios que comemoravam a queda de Mubarack e limpavam a cidade, na praça Tahrir!

Outra coisa legal do intercâmbio da AIESEC é o trabalho realizado em si, já que se trata de uma experiência profissional. Existem intercâmbios nas áreas de educação, desenvolvimento, tecnologia e na área corporativa. Cada tipo de intercâmbio atende à objetivos diferentes e pede currículos diferentes também.

Se eu posso resumir a AIESEC de alguma forma, o faço contando uma breve história: eu estava no aeroporto com algumas pessoas para receber uma amiga que retornava de um intercâmbio e a família dela estava lá também. Quando ela chegou, começamos a conversar sobre como tinha sido tudo. Ela havia feito dois intercâmbios: Lituânia e Rússia e, de quebra, ainda tinha conhecido alguns países pela Europa e se encontrado com uma intercambista que havia conhecido no Brasil. Quando ela terminou de contar a história, a mãe dela falou: “É...o mundo ficou pequeno demais pra vocês”. Eu nunca me esqueci disso. E é assim que eu me sinto com a minha experiência na AIESEC: eu aprendi tanto, conheci tantas coisas, tantas pessoas diferentes, ouvi tantas histórias inspiradoras que o mundo (das minhas ideias, antes conservadoras, e o mundo real mesmo) ficou pequeno demais para mim. Por fim, um vídeo para vocês verem, se quiserem (me dá muuita vontade de fazer intercâmbio quando o vejo!):



Para quem ficou interessado em fazer intercâmbio pela AIESEC, duas dicas:
1) Entra lá no site, aiesec.org.br/faca-intercambio, onde você encontra todas as informações necessárias.
2) Você não precisa necessariamente trabalhar em um escritório local para fazer intercâmbio, basta se inscrever em um processo seletivo e seguir as instruções de lá, caso seja aprovado(a) (mas você também pode trabalhar no escritório, se quiser).

Espero que gostem do post, foi um prazer escrever aqui. ;)

Virgínia Rocha

7 comentários

  1. Virgínia só me dá orgulho :D:D \o/

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  2. Palloma Marciano31/5/12 12:24 PM

    Virgina, adorei o texto! Só me dá orgulho!²

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  3. curto os dois comentários acima e assino neles :D

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  4. A experiência na AIESEC é mesmo incrível! Parabéns pelo texto, Vick! Saudades de você.

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  5. me identifiquei muito com essa tua impressão, Vick :) parabéns pelo texto!

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  6. irani oliveira2/6/12 8:45 PM

    Virginia, você escreve muito bem! Acho que são duas jornalistas na casa de Maria Rocha!!!!!!!

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  7. Incrível, Incrível.

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