À la folie... pas du tout (2002)

29 de maio de 2013

Outro dia, no francês, fomos assistir um filme com a Audrey Tautou (sim, aquela mesma atriz de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"). O filme era sobre uma estudante de Arte que estava apaixonada por um cardiologista, que era casado com uma advogada (que, ainda por cima, estava grávida). A personagem interpretada pela Audrey, chamada Angélique, passa a primeira parte do filme fazendo de tudo para que esse médico, o Dr. Loïc Le Garrec, se separe da esposa para ficar com ela. E quando digo que ela faz de tudo, eu realmente quero dizer de tudo, a ponto de virar uma obsessão.

E não tem como eu falar aqui se Angélique tem sucesso ou não nessa empreitada sem dar spoilers, pois a graça do filme está exatamente em não saber ABSOLUTAMENTE nada do que vai acontecer. A única coisa que posso dizer sem comprometer a sua diversão é que o filme não é como você espera que seja. Não é simplesmente uma comédia romântica fofinha, daquelas pra assistir no dia dos namorados, apesar de qualquer impressão que você possa ter. Eu me diverti horrores, dei risadas e tive até alguns sustos, e definitivamente não esperava - nunca, nunquinha - que o filme fosse acabar do jeito que acabou.

Pronto, isso é tudo. Agora vá lá assistir o filme, que prometo que você não vai se arrepender*. Eu já vi três vezes seguidas e acredito que ainda consigo ver umas sete vezes mais antes de começar a enjoar. Encontrei legendado em português para download aqui.

Enfim, ainda descobri uma curiosidade para adicionar à minha pasta mental de "cultura inútil", mas que acaba sendo muito útil em festas e mesas de bar. Sabe aquela brincadeira do "bem-me-quer, mal-me-quer", de arrancar as pétalas de uma flor (tadinha!) pra descobrir se a pessoa amada corresponde ao seu amor? Pois ela tem origem francesa (chamada "effeuiller la marguerite") e, sinceramente, eles possuem muito mais opções do que nós! Veja só, a frase em francês é assim:
"Il m'aime un peu, beaucoup, passionnément, à la folie, pas du tout..."
Traduzindo, seria algo como "Ele me ama um pouco, muito, apaixonadamente, loucamente, nenhum pouco". Os resultados potenciais são muito maiores... Estou indignada!

Mas não são só os franceses, os poloneses também tem mais opções que nós! Para eles, seria algo como:
"Ele/ela me ama... ele/ela gosta de mim... ele/ela me respeita... ele/ela não me quer... ele/ela não se importa... ele/ela tira sarro de mim... na sua mente... em sua fala... em seu coração... no altar".
E eles não são os únicos! Outros que possuem mais opções do que nós, meros mortais, são os russos (e, pra mim, é a frase mais engraçada que vi até agora). Pode ser traduzida mais ou menos assim:
"Ele/ela me ama... não me ama... cospe em mim... me beija... me pressiona em seu coração... me amaldiçoa".
Como é que pode uma coisa dessas?! Poderíamos ter mais algumas opções, não? Já consigo imaginar uma nova versão:
"Ele/ela me ama, só gosta de mim como amigo/amiga, ele/ela é um/uma idiota, ele/ela não sabe o que está perdendo...."
Hmm, OK... Acho que isso desandou um pouquinho.

*Em caso de sintomas de arrependimento após indicação de algum filme por meio deste blog, um médico deverá ser consultado.

Bel Pesce, a Menina do Vale | Pessoas que Inspiram

20 de maio de 2013

Conheci a história da Isabel Pesce Mattos quando uma prima minha me enviou um vídeo de uma palestra dela no Colégio ETAPA, em São Paulo, com mais de uma hora de duração - para ver "quando eu tivesse tempo". É claro que enrolei por um tempão, com a desculpa de que tinha que terminar a monografia (e tinha mesmo...), até que finalmente não pude mais adiar. Ainda bem que vi o vídeo e ainda posso dizer: veja você também! Apesar de um pouco longo, eu mal vi a hora passar.

Nessa palestra, a Bel, que tem apenas 24 anos, conta como foi todo o processo de ser uma das 100 pessoas selecionados anualmente para estudar no MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, apesar das circunstâncias. Lá, ela estudou engenharia elétrica, ciências da computação, economia, matemática e administração, e teve a chance de trabalhar para empresas como a Microsoft, Google e Deutsche Bank, até decidir ir morar no Vale do Silício e fundar a empresa em que trabalha no momento, a Lemon, responsável por um aplicativo de celular que serve como uma carteira virtual (você controla e organiza os seus gastos em cartões, notas fiscais e recibos tudo de forma virtual).

Assim que terminei de assistir esse vídeo, fui procurar saber mais sobre ela e não é que descobri que ela já tem até livro publicado? "A Menina do Vale - Como o empreendedorismo pode mudar a sua vida" era para ser apenas uma versão online e gratuita, mas fez tanto sucesso - mais de meio milhão de downloads em um mês - que as pessoas pediram uma versão impressa. Corri logo para comprar um volume e não me arrependo. O livro é bem fininho, tem apenas 157 páginas, e muito fácil de ler. A Bel fala sobre empreendedorismo de uma maneira bem introdutória e divertida, além de tirar algumas dúvidas que pessoas leigas - como eu - podem ter sobre o assunto. Por isso, acho que esse livro não é muito recomendado para quem já sabe bastante sobre essa área.



O mais legal é que os conselhos que ela dá não servem só para empreendedorismo, mas para outras áreas também. Estas são algumas das coisas que destaquei enquanto lia:
  1. Nunca é cedo demais ou tarde demais para começar a empreender. O que importa é a sua vontade de empreender e de trabalhar muito para alcançar os seus objetivos.
  2. É importante ter alguém que sirva de inspiração, isso ajuda a manter o foco e a não se esquecer das suas ambições.
  3. Leia pelo menos um livro sobre empreendedorismo por mês, para aprender coisas novas e entender como uma empresa pode crescer.
  4. Mais importante do que ter uma ideia genial é colocar em prática uma ideia genial.
  5. Não adianta criar soluções para problemas que não existem, mas também pode ocorrer de algumas pessoas não saberem que possuem problemas a resolver.
  6. Descubra quais são as suas paixões, mesmo que demore tentando encontrá-las. É muito mais fácil produzir quando se está apaixonado por aquilo que se faz.
  7. Seja uma pessoa aberta a novas experiências. Saia da sua zona de conforto, corra riscos, faça novas amizades e tente enfrentar os seus medos.
  8. Se estiver encontrando dificuldades no seu trabalho, não hesite em procurar compartilhar as suas dificuldades com outras pessoas.
  9. Seja uma pessoa humilde. Sempre.
  10. Aprenda com o seus erros. Pior mesmo é não tentar por medo de errar.
  11. Algumas pessoas, por mais amigas que sejam, vão tentar desencorajá-lo. Mantenha a sua determinição e não desista de seus objetivos.
  12. Nunca subestime o poder do networking.
Bel Pesce por aí:
Site oficial
Twitter
Facebook
Canal Brasileiros no Vale

Livros:
A Menina do Vale, de Bel Pesce (ler online)
Procuram-se Super-Heróis, de Bel Pesce (ler os 3 primeiros capítulos online)

John Green e o seu discurso de formatura na Universidade de Butler

17 de maio de 2013

Semana passada, o nosso querido João Verde John Green fez um discurso de formatura para a turma de 2013 da Universidade de Butler, uma universidade localizada em Indianápolis, Indiana. Como a minha própria colação de grau foi na terça-feira passada, sinto como se ele também estivesse falando para mim. Esta é uma tradução feita por mim do texto que ele colocou no Tumblr, que você pode conferir em inglês aqui, um pouquinho diferente da versão do vídeo logo abaixo.


O discurso dele começa no minuto 3:05

O meu próprio orador, que não deverá ser nomeado, começou com uma piada ruim sobre como esses discursos possuem apenas duas variedades: ou são curtos ou são ruins. Isso fez com que eu aumentasse as minhas expectativas, mas então ele falou durante 26 minutos. Assim, eu vou dizer-lhes agora: serão 12 minutos contados, 11min 45s se vocês não rirem.

Parabéns a todos vocês que estão aqui hoje, e eu realmente quero dizer todos vocês - pais, familiares, amigos, professores, treinadores. Cada pessoa em Hinkle hoje contribuiu para tornar esse momento possível para a turma de 2013 - bem, exceto eu. Eu só fiz aparecer e vestir este robe.

Mas um parabéns especial para vocês graduandos. Antes de chegarmos à parte deste programa de "Conselhos de Vida que Vocês Logo Esquecerão", eu quero participar de uma antiga tradição de discursos de formatura americanos: roubando de outros discursos de graduação, neste caso um feito pelo apresentador de televisão infantil Fred Rogers. Pense, se quiser, em algumas das pessoas que ajudaram você a chegar aqui hoje, pessoas que amaram você e que sem seu carinho e generosidade talvez você não se encontrasse hoje aqui, graduando pela Universidade de Butler, ou assistindo alguém que você ama graduar, ou vendo seus estudantes graduarem. Pense por um minuto naqueles que amaram você até o dia de hoje. Eu cuido do tempo.

(1 minuto de silêncio)

Estas pessoas estão tão orgulhosas de você hoje.

Nós retornaremos à elas logo, mas primeiro eu preciso lhes dar uma péssima notícia: vocês todos irão morrer. Esta é uma outra antiga tradição de celebrações americanas, a "Chovendo no Desfile". Eu me lembro quando me casei, o padre passou a maior parte da homília me dizendo o quão desafiador e trabalhoso seria o casamento, e eu ficava pensando, "Bem, com certeza, mas não poderíamos falar sobre isso, sei lá, AMANHÃ?". Mas não, não podemos simplesmente esperar. Você irá morrer. Além disso, tudo o que você fizer e pensar e experimentar será lavado pelas areias do tempo, e o Sol explodirá e ninguém se lembrará de Cleópatra governando o Egito ou de Crick e Watson descobrindo a estrutura do DNA ou de Ptolomeu compreendendo as estrelas ou ainda daquele jogo improvavelmente incrível dos Gonzaga [Bulldogs].

Então, isso é lamentável.

Mas eu diria que é bom estar ciente da temporalidade quando você está pensando sobre o que você quer fazer da sua vida. Toda a ideia deste discurso de formatura é que eu deveria oferecer a vocês alguns pensamentos sobre como você talvez viva uma vida boa lá fora, no chamado "Mundo Real", que, por sinal, eu garanto não é mais ou menos real do que aquele em que vocês já se encontram. Mas eu não posso dar nenhum conselho sobre como viver uma vida boa sem e até nós estabelecermos o que constitui uma vida boa. Claro, isto é muito do que vocês andaram fazendo durante os últimos quatro anos, e eu não vou chegar aqui no final com revelações interessantes. Eu gostaria apenas de apontar que o pressuposto padrão é de que o sentido da vida humana é ser o mais sucessido possível, adquirir muita fama ou glória ou dinheiro, como definido por métricas quantificáveis: pelo número de seguidores no Twitter, ou de amigos no Facebook, ou de dólares na sua 401(k).

Essa é a jornada do herói, certo? O herói começa sem dinheiro algum e termina com um monte, ou começa como um patinho feio e se transforma em um belo cisne, ou começa como uma garota desajeitada e se torna uma mãe vampira, ou cresce como um orfão vivendo debaixo da escada e então se torna o bruxo que salva o mundo. Nós somos ensinados que a jornada de um herói é a jornada da fraqueza à força. Mas eu estou aqui hoje para lhes dizer que estas histórias estão erradas. A verdadeira jornada do herói é a jornada da força à fraqueza.

E aqui está a boa notícia aninhada à má: muitos de vocês, a maioria de vocês, estão prestes a fazer esta jornada. Vocês deixarão de ser os estudantes mais bem informados e mais engajados em uma das melhores universidades que existe para ser uma pessoa que trás café para outras pessoas, ou um garçom num Steak n Shake, como uma vez eu fui. Quer você seja um jogador de basquete ou um farmacêutico ou um designer de software, você está prestes a ser um novato. As perguntas que seus pais vêm fazendo - o que exatamente se pode FAZER com uma graduação em Antropologia? - se tornarão problemas de relevância súbita e profunda. Os seus empréstimos estudantis vencerão e você precisará de uma resposta muito boa para o motivo exato de você ter ido para a faculdade, cuja resposta você demorará a chegar enquanto você se senta em seu trabalho, desde que você seja sortudo o suficiente para conseguir um emprego, e sofre a indignidade de pessoas o chamarem pelo nome errado ou, se você for forçado a usar uma etiqueta com seu nome, ter pessoas chamando você pelo nome certo vezes demais.

Esta é a verdadeira missão do herói: da força à fraqueza. E porque você foi para a faculdade, você se tornará mais vivo à experiência, mais capaz de contextualizá-la e até mesmo de encontrar as alegrias e maravilhas escondidas no meio da labuta desumanizante. Por exemplo, quando eu era um operador de Data Entry profissional, muitas vezes me lembrava da brilhante carta de demissão de William Faulkner do United States Postal Service, que é assim:

Enquanto eu viver sob o sistema capitalista, eu espero ter minha vida influenciada pelas demandas de pessoas endinheiradas. Mas eu serei amaldiçoado se eu me propor a obedecer cegamente* cada canalha itinerante que tem dois centavos para investir em um selo postal. Este, senhor, é o meu pedido de demissão. William Faulkner.

Ter lido esta carta em uma biografia de Faulkner na faculdade não tinha nada a ver com o meu trabalho de escrever números em um banco de dados, mas ainda assim foi profundamente útil para mim. A educação fornece contexto e conforto e acesso, não importa a relação entre o seu campo de estudo e a sua vida pós-faculdade.

Mas, ainda assim, você provavelmente será um ninguém por um tempo. Você fará aquela jornada da força à fraqueza, e mesmo que não seja uma viagem fácil, será heróica. Pois, aprendendo a ser um ninguém, você aprenderá a não ser um idiota. E, para o resto da sua vida, se você for capaz de se lembrar da sua jornada de herói de recém graduado à subalterno, você será menos de um idiota. Você dará boas gorjetas. Você sentirá empatia. Você será um mentor, e um mentor generoso. Em suma, você se tornará aquelas pessoas que você imaginou em silêncio alguns minutos atrás.

Deixe-me apresentar-lhe a verdadeira definição de uma vida boa. Você quer ser o tipo de pessoa que outras pessoas - pessoas que talvez não tenham nem nascido ainda - pensarão em seus momentos de silêncio alguns anos a partir de agora nos seus próprios discursos de formatura. Eu vou arriscar um palpite de que relativamente poucos de nós fechamos nossos olhos e pensamos em todo o trabalho e amor que Selena Gomez ou Justin Bieber tiveram em tornar este momento possível para nós. Nós podemos ser ensinados que as pessoas para admirar e emular são atores e músicos e heróis do esporte e pessoas profissionalmente famosas, mas quando nós olhamos para as pessoas que nos ajudaram, as pessoas que realmente mudaram as nossas vidas, relativamente poucas delas são celebradas publicamente. Nós não pensamos no dinheiro que elas tiveram, mas na sua generosidade. Nós não pensamos em quão bonitas ou poderosas elas eram, mas em como elas estavam dispostas a se sacrificar por nós - tão dispostas, às vezes, que nós podemos até nem mesmo ter percebido que elas estavam fazendo sacrifícios.

Então, com isso em mente, eu gostaria de compartilhar algumas coisas que eu acredito ser bons conselhos sobre a vida adulta ou algo assim:

Em primeiro lugar, não se preocupe demais com o seu gramado. Você logo descobrirá, se ainda não descobriu, que quase todo adulto americano dedica tempo e dinheiro tremendos para manter uma espécie de planta invasiva chamada relvado que nós não consumimos. Eu encorajo-lhe a escolher obsessões melhores.

Além disso, você talvez tenha ouvido falar que é melhor queimar do que se apagar aos poucos. Isto é ridículo. É muito melhor se apagar aos poucos. Sempre. Apague-se. Aos. Poucos.

Continue lendo. Especificamente, leia os meus livros, de preferência em capa dura. Mas também continue a ler outros livros. Você provavelmente já descobriu que a educação não é realmente sobre notas ou sobre conseguir um emprego; é, principalmente, sobre tornar-se um observador mais atento e engajado do Universo. Se isso acabar com o fim da faculdade, você estará desperdiçando a sua única e melhor oportunidade para a consciência.

Outra coisa, sobre a internet: as pessoas mais velhas, como eu, estão aterrorizadas com suas ignorâncias em relação a ela, o que você pode e deve usar para a sua vantagem dizendo coisas no seu emprego do tipo, "Você não tem um Tumblr? Oh, você realmente deveria ter um Tumblr. Eu posso configurar um para você".

Tente não se preocupar tanto sobre o que você fará com a sua vida. Você já está fazendo o que você fará com a sua vida, e julgando pela sua gownedness [nota: o fato de estarem vestindo gowns, no caso, becas], você está indo muito bem.

Nesse tópico, existem muitos outros empregos que você nunca nem ouviu falar. Seu emprego dos sonhos pode nem existir ainda. Se você tivesse dito ao meu Eu Na Faculdade que eu me tornaria um Youtuber profissional, eu diria algo como, "Isto não é nem uma palavra, e nunca deveria ser".

E, por último, seja vigilante na luta em direção a empatia. Alguns anos atrás, após a minha graduação na faculdade, eu estava morando em um apartamento em Chicago com quatro amigos, um dos quais era um cara do Kuwait chamado Hassan, e quando os Estados Unidos invadiram o Iraque, Hassan perdeu contato com a sua família, que vivia na fronteira, por seis semanas. Ele respondeu a esse estresse assistindo toda a cobertura jornalistica da guerra 24 horas por dia. Então, a única maneira de sair com Hassan era sentando-se ao seu lado no sofá, e daí um dia nós estávamos assistindo o noticiário e o âncora disse algo como, "Estamos recebendo novas imagens da cidade de Bagdá", e a câmera filmou uma casa que tinha um buraco enorme em uma parede coberta por um pedaço de madeira. Na madeira, tinha uma pichação em árabe rabiscada em tinta spray preta, e enquanto o âncora do jornal falava sobre a raiva na rua árabe ou algo assim, Hassan começou a rir pela primeira vez em várias semanas.

"O que é tão engraçado?", eu perguntei.

"A pichação", ele disse.

"O que é tão engraçado sobre ela?"

"A pichação diz: 'Feliz Aniversário, Senhor, Apesar das Circunstâncias'".

Pelo resto da sua vida, você terá uma escolha sobre como ler uma pichação em uma língua que você não conhece, e você terá uma escolha sobre como ler as ações e intonações das pessoas que você conhecer. Eu gostaria de incentivá-lo o máximo possível a considerar a possibilidade "Feliz Aniversário Senhor Apesar das Circunstâncias", a possibilidade de que as vidas e experiências dos outros são tão complexas e imprevisíveis quanto as suas próprias, que outras pessoas - sejam familiares ou estranhos, perto ou distantes - não são simplesmente uma coisa ou outra - não são simplesmente boas ou más ou sábios ou ignorantes - mas que eles, como você, contêm multidões, pegando emprestado uma frase do grande Walt Whitman.

Isso é difícil de se fazer - é difícil se lembrar que pessoas com vidas diferentes e distantes da sua própria vida até mesmo celebram aniversários, muito menos com presentes pichados em madeira. Você estará sempre preso ao seu próprio corpo, com sua consciência, vendo através do mundo por meio de seus próprios olhos, mas o dom e o desafio da sua educação é ver os outros como eles vêem a si mesmos, é lidar com esse mundo cruel e louco e bonito em toda a sua complexidade desconcertante. Nós não deixamos-lhe o caminho mais fácil, eu sei, mas eu tenho toda a confiança em você, e eu espero que você tenha uma feliz graduação, apesar das circunstâncias.

*Acho que é assim que se traduz a expressão "at someone's beck and call", mas não tenho muita certeza.
** Obrigada, Julia Tabosa, pela ajuda na tradução!

Sammydress | Paixonites Materiais

13 de maio de 2013

Fiz uma limpeza geral no guarda-roupa recentemente. Separei muita coisa que percebi que nem usava, muitas roupas quase novas ou que nunca nem foram usadas e que ficavam mofando no fundo das gavetas. É uma sensação bem engraçada, se desfazer de coisas que você nunca usa, mas que de algum modo é apegada, não?

Mas apesar das minhas tentativas de viver uma vida mais simples, eu ainda continuo criando listas de desejos em sites internacionais, enchendo o carrinho só para saber o total da compra, olhar o preço e perceber que sim, alguns itens até que cabem no meu bolso!, para então desistir e logo em seguida voltar a ficar admirando só de longe.

A Sammydress.com é uma dessas lojas. Parecer ser confiável (a Amanda, do Troquei na China, já comprou lá e gostou), e tem uma peças tão fofas, mas tão fofas, que acho que não vou conseguir resistir por muito tempo. Estes são alguns dos meus itens prediletos:

Vintage Crossbody Bag / Casual Print Cotton T-Shirt / Pink Pleated Skirt / Brown Platform Boots / Preppy Denim Shorts / Casual Women's Satchel / Women's Combat Boots / Rabbit Print Long Sleeve Sweater

Must resist the urge to splurge!
© Desopilar. Design by FCD.