Links Interessantes da Semana 28/12/13

28 de dezembro de 2013

Um Ano Novo, por Neil Gaiman

26 de dezembro de 2013

Vez ou outra, o Neil Gaiman posta no blog dele um desejo de ano novo para os seus leitores. Queria escrever algo assim aqui no blog, mas como definitivamente não tenho jeito para essas coisas, decidi colocar um dos meus favoritos aqui (traduzido por mim):


"May your coming year be filled with magic and dreams and good madness. I hope you read some fine books and kiss someone who thinks you're wonderful, and don't forget to make some art -- write or draw or build or sing or live as only you can. And I hope, somewhere in the next year, you surprise yourself."

"...I hope you will have a wonderful year, that you'll dream dangerously and outrageously, that you'll make something that didn't exist before you made it, that you will be loved and that you will be liked, and that you will have people to love and to like in return. And, most importantly (because I think there should be more kindness and more wisdom in the world right now), that you will, when you need to be, be wise, and that you will always be kind."

"Que o seu próximo ano seja repleto de magia e sonhos e boa loucura. Eu espero que você leia alguns bons livros e beije alguém que ache que você é maravilhoso, e não se esqueça de fazer alguma arte - escreva ou desenhe ou construa ou cante ou viva como apenas você é capaz. E eu espero que, em algum momento do próximo ano, você se surpreenda."

"...Eu espero que você tenha um ano maravilhoso, que você sonhe perigosamente e escandalosamente, que você faça algo que não existia antes de você fazer, que você seja amado e que você seja querido, e que você tenha pessoas que te amem e que te apreciem de volta. E, mais importante (porque eu acho que deveria existir mais bondade e mais sabedoria no mundo agora), que você, quando você precisar ser, seja sábio, e que você seja sempre bondoso."

Book Haul | Dezembro 2013

24 de dezembro de 2013


Hoje eu decidi testar algumas das lições de fotografia do livro do John Easterby e aproveitei como desculpa essa mini-pilha de livros novos que ainda não tinham onde ficar. Tentei não usar o modo automático da câmera, testar diferentes composições e depois de umas 100 fotos, foi nisso que deu. Ficou uma coisa assim meio bizarra, mas foi divertido praticar um pouquinho. Falta agora colocar a leitura em dia, mas são tantos livros incríveis que nem sei por onde começar!

E Não Sobrou Nenhum (Agatha Christie)

17 de dezembro de 2013


"Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move;

Um deles se engasgou, então sobraram nove."


Em E Não Sobrou Nenhum, Agatha Christie conta a história de um grupo de pessoas desconhecidas umas das outras que são convidadas pelos mais diversos motivos para a remota Ilha do Soldado, em Devon, na Inglaterra. Durante o primeiro jantar no casarão do misterioso anfitrião, um tal de U. N. Owen, um gramofone anuncia os horríveis crimes cometidos por cada um dos dez presentes. Isolados do resto do mundo e sem meios de sair da ilha, de um por um os convidados começam a morrer. Para aumentar o mistério, as mortes ocorrem de acordo com um poeminha antigo, que dá o nome original do livro, "Ten Little Niggers" (em português, "O Caso dos Dez Negrinhos").

O livro tem uma premissa bastante simples, mas pensando bem, deve ter sido algo muito difícil de se executar. A todo o momento eu fazia marcações de pistas que poderiam levar ao(s) assassinos(s) e, para ser sincera, não cheguei nem perto de solucionar os crimes. Prestei atenção em cada um dos personagens, acompanhei seus passos, voltei várias vezes durante a leitura e, ainda assim, fui surpreendida no final. Apesar de ter falhado miseravelmente, foi um processo muito divertido e empolgante. Uma das coisas mais legais que eu reparei nos (poucos) livros que já li da autora é que os pensamentos dos personagens nunca "dizem" algo para enganar o leitor deliberadamente, mas sim são pensamentos que podem ser interpretados de diferentes maneiras. Então todas as pistas estão lá, é só preciso olhar com muita atenção.

Ganhei esse livro de aniversário e comecei a folheá-lo como quem quer dar só uma olhada. Quando vi, já tinha sido consumida de curiosidade e não consegui largá-lo de jeito algum até terminar de ler, apenas algumas horas depois. O ritmo de leitura é ótimo, em nenhum momento eu senti que ficou cansativo. Os capítulos são curtos, mas possuem muitas informações e chegando perto do final vão ficando cada vez mais curtos, dando um ar ainda mais intrigante à história. Não é à toa que esse romance de mistério já vendeu mais de 100 milhões de cópias desde a sua publicação em 1939, sendo um dos livros mais vendidos de todos os tempos. Agora, eu só preciso sair entregando cópias para todas as pessoas que conheço e que não tenham lido ainda!

Restou a vontade de ler mais livros da autora, como O assassinato de Roger Ackroad e Cinco porquinhos, e também de assistir uma das inúmeras adaptações do livro para o cinema e TV. Lembrando que o blog tem um post falando sobre os livros dela que pode ser visto aqui.
ISBN: 978-85-250-4529-4
Editora: Globo Editora
Tradutor: Renato Marques de Oliveira
Gênero: Literatura Estrangeira, Romance Policial
Páginas: 400
Comprar: Book Depository (em inglês)
★★★★★

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Uma das minhas resoluções para 2014 é escrever uma resenha (ou algo parecido com uma resenha) de todos os livros que eu ler. Aproveitei que esse ainda está fresquinho na memória e decidi começar djá essa empreitada. Cheguei à conclusão de que por mais que as minhas resenhas sejam curtas, no estilo gostei/recomendo, e nem cheguem aos pés de vários blogs que escrevem muito bem sobre livros por aí, não quer dizer que eu não possa dar a minha simples opinião. Isso era algo que vinha me impedindo de postar com mais frequência sobre muitas coisas por aqui, e só agora me dei conta que esse blog é meu e se não puder falar sobre o que eu quiser aqui, não tem sentido em ter o blog! Espero assim postar mais vezes e voltar a ter o prazer que eu sentia ao escrever aqui sem ficar pensando em abobrinhas.

Royals

16 de dezembro de 2013


De vez em quando, uma música entra na minha cabeça e simplesmente gruda. Daí eu passo meses só com ela, sem muito espaço para outras, e sem querer (ou querendo) acabo infernizando a vida de qualquer pessoa que estiver na minha presença por mais do que algumas horas cantarolando a tal música.

Dessa vez é a Royals, da neozeolandesa Ella Maria Lani Yelich-O'Connor (ufa!), mais conhecida como Lorde. Esse é o primeiro single da cantora de apenas 17 anos (!) e o mais legal é que essa música está fazendo o maior sucesso e já tem várias versões cover, sendo essas as minhas favoritas:

A versão incrível a capella do Pentatonix:


Essa versão acústica da Megan Davies com a Emily Hackett.


E, claro, a versão original, que já devo ter visto umas 197 vezes (só essa semana):

Pronto, era só isso. Já podem seguir com a segunda-feira!

Retrospectiva Literária 2013

8 de dezembro de 2013

O Jake aprova esse post!
Vi agora na comunidade Nerdfighters Brasil no Facebook essa lista de perguntas sobre uma retrospectiva de livros lidos em 2013. Decidi responder aqui no blog e aproveitar para me estender mais nas respostas:

Quantos livros você leu em 2013 (até agora)?
48. E pretendo passar dos 50 previstos no desafio literário desse ano, se der tempo, claro. Algumas pessoas se assustam quando falo sobre os livros que li esse ano (e nos desafios anteriores) e geralmente perguntam coisas do tipo "mas você entende mesmo o que está lendo?", "ah, não sei como você consegue ler tanto, eu não tenho tempo para isso", e a minha favorita "você pelo menos tem vida social?". Quero aproveitar para deixar claro:
  1. Só porque eu leio rápido não significa, necessariamente, que eu esteja fazendo skimming ou scanning* só para chegar até o fim do livro e poder aumentar o contador do Goodreads. Talvez, e só talvez, eu goste muito dos livros que leio e, quando leio com prazer, acabo lendo mais rápido do que quando faço por obrigação de terminar algo que não estou gostando. Assim, evito ficar me arrastando por meses para terminar uma leitura chata e que não rende (true story). Além disso, descobri que leio rápido porque leio bastante. E quanto mais eu leio, mais rápido eu consigo ler. E por ler rápido, eu consigo ler mais livros. E... deu pra entender.
  2. Isso implica que eu tenho tempo demais nas minhas mãos (talvez eu até tenha), mas ler para mim é uma prioridade.
  3. E, não, eu não tenho.

Qual livro mais te decepcionou?
Je voudrais que quelqu'un m'attende quelque part, de Anna Gavalda. Nem lembro quando foi que esse livrou entrou na minha lista de desejos, mas ele já apareceu aqui várias vezes em posts do tipo. O livro reúne 12 contos bem curtos sobre eventos cotidianos escritos de forma bem criativa pela escritora. É um livro bem leve de ler, mas também muito fácil de esquecer. Talvez eu tenha me decepcionado por ter ouvido falar muito bem dele, o que fez com que eu criasse altas expectativas. Ou, o que é bem mais provável, a "essência" do livro se perdeu na minha leitura, que ainda não é a das mais fortes em francês...

Qual livro mais te surpreendeu?
As Fronteiras do Universo, de Phillip Pullman. Essa trilogia foi uma surpresa muito boa nesse ano cheio de surpresas (na maioria, positivas). Eu esperava uma história interessante, mas foi muito mais do que eu poderia imaginar. Fiquei devendo uma resenha mais detalhada sobre esses livros aqui, prometo que um dia sai!

Que livro te fez rir?
O ancião que saiu pela janela e desapareceu, de Jonas Jonasson. O livro conta a história de um velhinho que não quer de jeito algum comemorar o seu centenário no asilo em que vive e decide sair pela janela e fugir. Muito engraçado, irônico e divertido, o livro acompanha vários dos principais eventos históricos do século XX e que se relacionam com a vida desse velhinho ex-fazedor de bombas.

Que livro te fez chorar?
Por Favor, Cuide da Mamãe, de Kyung-Sook Shin. Por Favor, Não Vamos Falar Sobre Esse Livro, Me Dá Vontade de Chorar Só de Lembrar.

Quais foram os seus favoritos? (no máximo 5)
1. As Fronteiras do Universo, de Phillip Pullman
2. Ficções, de Jorge Luis Borges
3. A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera
4. O Sol é Para Todos, de Harper Lee
5. Vampire Academy, de Richelle Mead

(Sim, eu sei que o primeiro é na verdade uma trilogia e o quinto são 6 livros no total, mas eu já tive que escolher entre tantos livros incríveis que li esse ano, então me deixem!).

Que livro fez você ficar com vontade de grifar tudo?
On Writing, de Stephen King. Tá que o livro é de não-ficção, mais técnico, mas mesmo assim eu chorei lendo (o que esperar de alguém que chora até vendo comercial de banco na TV?) sobre a vida dele e as dificuldades que ele passou até conseguir publicar o seu primeiro livro (que por acaso foi Carrie, A Estranha, que por acaso eu vi ontem o remake no cinema, e que por acaso não gostei muito não...). Ah, sim, o livro tem muitas dicas úteis para aspirantes a escritor, por isso recomendo ler com um bloquinho de anotações e um pacote de fitas adesivas coloridas ao lado.

Quem foi sua personagem feminina preferida?
Rosemarie "Rose" Hathaway, de Vampire Academy. Para mim, a definição de uma personagem badass, com as melhores frases na ponta da língua (e os melhores socos na ponta das mãos... Não, não? Tá, parei). Inventei até o WWRD (What Would Rose Do?), para ser usado nos momentos em que eu quero encontrar a resposta mais sarcástica possível.

E masculina?
Em dúvida entre Adrian Ivashkov, também de Vampire Academy, e Pastor, a versão do Diabo de Saramago em O Evangelho Segundo Jesus Cristo.

Qual é sua meta para o ano que vem?
Tentar ler 50 livros, mas dessa vez talvez focando em temas ou autores por mês, ainda não tenho certeza. No início do ano que vem faço uma daquelas listas para me nortear, como eu fiz esse ano.

*Se quiser saber mais sobre essas técnicas de leitura, recomendo esse link aqui (em inglês).
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