Getting over the idea of perfection

14 de outubro de 2014


Eu gostaria de ter um desculpa plausível por nunca mais ter postado aqui. Queria poder dizer que estava realmente muito ocupada e que o blog tinha descido na minha lista de prioridades da vida, ou que eu estivesse num writer's block aparentemente sem fim. Na verdade, foi por começar a pensar que nada que eu escrevia era bom, ou original, ou valia a pena ser publicado na internet. Eu estava levando essa coisa de blogar muito a serio e as cobranças que fazia a mim mesma fizeram com que escrever aqui deixasse de ser uma experiência divertida para ser uma obrigação.

Quando eu comecei a pensar que deveria deletar tudo, que não valia a pena salvar nada e outras coisas como "quem mais iria querer ler sobre isso?!", o Leo Babauta, do incrível zenhabits, fez um post exatamente sobre como lidar com os medos de escrever para um público, seja num blog ou num livro. De todas as coisas que ele comenta, o tópico 3 que ele lista é o que mais ressoa comigo:
Get over the idea of perfection. We freeze up when we think of the idea that we need to write the “perfect” blog post or book, so that everyone thinks highly of us. I’m telling you now: there’s no such thing as perfect. Not everyone will think you’re writing is the greatest. And that’s OK. If you accept that there will be some things you do that are good, and others that are less than good, and that’s part of being a human … you can embrace a wider range of possibilities. You don’t have to hit a home run with every swing (or score a goal with every touch, for you non-American readers).
Numa tradução livre minha:
Supere a ideia de perfeição. Nós congelamos quando pensamos na ideia de que precisamos escrever a postagem para o blog ou o livro "perfeito", para que todos pensem muito bem sobre nós. Eu estou te dizendo isso agora: não existe algo perfeito. Nem todo mundo vai pensar que o que você está escrevendo é incrível. E isso está bem. Se você aceitar que haverá algumas coisas que você fizer que serão boas, e outras que serão menos do que boas, e que isso faz parte de ser humano... você pode abraçar uma maior gama de possibilidades. Você não precisa bater um home run com cada rebatida (ou marcar um gol a cada passe, para os leitores não-americanos).
Todo o texto é bem interessante, recomendo a leitura. Aliás, o zenhabits é um dos meus lugares favoritos na internet, então acredito que o Babauta esteja fazendo algo certo.

Enfim, depois de ler isso e me lembrar de como eu me divertia tanto por aqui, resolvi dar uma nova chance ao blog. Não quero prometer nada, pois sempre acabo quebrando promessas, mas espero ter mais leveza e parar de analisar tão minuciosamente tudo o que posto por aqui. E até, quem sabe, postar sobre as coisas que alguns de vocês me pediram há um bom tempo...

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