O que estou lendo no momento | Julho 2017

18 de julho de 2017


Esse já é o segundo ano seguido em que eu nem sequer tentei começar um Desafio Literário. No início, eu pensei que fosse só mais uma fase daquelas, sabe, em que você não está com tanta vontade assim de ler, então passa umas semanas ou um mês ou outro sem pegar num livro. Antigamente, a vontade sempre voltava, como se eu apenas estivesse dando umas férias mentais para embarcar em novas histórias. Mas agora é diferente, há mais de ano que mal pego num livro para ler que não seja algo voltado para a faculdade.

Primeiro, achei que fosse um pouco de culpa por ter tantas coisas para ler dentro do que estudo na faculdade, mas hoje vejo que é diferente. Demorei para perceber isso, mas acredito que foi a Internet que tirou de mim o meu poder de concentração. Já não consigo mais ter paciência para ler textos muito longos ou coisas que não vão direto ao ponto. E isso não se estende apenas a livros, também não tenho tido muita paciência em ver filmes, séries ou até mesmo vídeos no Youtube que sejam mais extensos (eu acabo aumentando a velocidade desses últimos se puder entender o que a pessoa está falando!). E ao perceber isso eu me dei conta de como isso me faz mal.

Decidi fazer um esforço concentrado em desacelerar. Não querer consumir as coisas num ritmo desenfreado, porque não vai dar tempo de ver tudo ou porque eu não tenho tempo, quando na verdade eu tenho tempo suficiente, só não sei administrá-lo. Ainda continuo sem conseguir ler um único livro de cada vez, mas eu sempre fui assim, então não acho que isso seja algo que eu consiga mudar ou nem que precisa ser mudado, então resolvi pegar de volta algumas (das várias) leituras que tinha abandonado, que são estas a seguir:

Desenhando Com o Lado Direito do Cérebro

Por Betty Edwards • Ediouro • 299 páginas

Eu sempre quis aprender a desenhar de verdade e, pesquisando sobre livros para iniciantes, esse apareceu várias vezes. Quando parei de ler, ainda estava no início, lá pela página 50, mas lembro-me de ter gostado muito do que li. É sobre como qualquer pessoa pode adquirir a habilidade de desenhar, mesmo que nunca tenho desenhado nada na vida. Assim, desenhar bem não seria um dom divino, e sim um aprofundamento da percepção artística. A autora fala ainda sobre pesquisas relacionadas ao cérebro, sobre técnicas de desenho, e exercícios com explicações e exemplos.

Vivian Contra o Apocalipse

Por Katie Coyle • Agir Now • 325 páginas

Ganhei esse livro de presente e achei a premissa legal. É um Young Adult de distopia, mas diferente dos que eu estou acostumada a ler, não possui um Estado ditatorial nem uma epidemia viral que acaba transformado a população em zumbis. O livro acompanha a vida de Vivian Apple, uma adolescente americana de 17 anos cujos pais se tornaram devotos de uma Igreja que acredita que o fim do mundo está próximo, com o dia do “Arrebatamento” marcado. Ela não aguenta esperar que esse dia passe e nada aconteça, e seus pais e sua vida voltem ao normal. O problema é que quando ela chega em casa no dia seguinte do suposto arrebatamento, ela descobre que seus pais sumiram e deixaram apenas dois buracos no teto. É um premissa tão interessante, ainda estou no comecinho, mas muito empolgada com a história!

Outros Jeitos de Usar a Boca

Por Rupi Kaur • Planeta do Brasil • 208 páginas

Um livro que minha irmã comprou e eu peguei emprestado, que já vendeu mais de um milhão de cópias num só ano e passou mais de 40 semanas na lista de best sellers do New York Times, o que é muito curioso por se tratar de um livro de poesia! Com uma linguagem direta, Outros Jeitos de Usar a Boca é dividido em quatro partes sobre a condição de ser mulher nos dias de hoje: a dor, o amor, a ruptura, e a cura. É um livro que dá para ler numa única sentada, mas prefiro ler aos poucos, alguns poemas por dia. A autora também fez as ilustrações minimalistas encontradas nas páginas do livro, que eu já tive até vontade de tatuar no corpo (mas, por enquanto, só vontade mesmo). Dá pra seguir o perfil dessa mulher maravilhosa e acompanhar suas postagens aqui.


E vocês, também vêm tendo problemas de concentração para ler nessa era da Internet?

Cursos de corte e costura em Recife (e região)

17 de julho de 2017


Antes mesmo de pensar em estudar Design de Moda, eu já queria aprender a costurar. Lá por volta de 2012, fiz um curso básico de corte e costura no Instituto da Costura e consegui esquecer tudo o que aprendi durante os quase quatro meses de aula logo em seguida, heh... Depois que entrei na faculdade, ainda tive duas disciplinas de Tecnologia da Confecção (e outras de modelagem: plana, tridimensional e computadorizada) e, por mais que eu consiga seguir as técnicas básicas dos livros, costurar bem é definitivamente algo que você só aprende mesmo praticando bem muito!

Estes são os cursos que conheço em Recife (e região metropolitana).

Senac - Unidade de Imagem Pessoal

Além do curso de Costureiro, o Senac também oferece vários outros, como de Modelagem Básica, Modelagem Confecção de Moda Praia, Moulage, Styling e Produção de moda, mas no momento em que escrevo o post, não há turmas abertas, então é bom ficar sempre de olho no site.

Costureiro
Esse é um curso que eu gostaria muito de fazer e sei que é bastante concorrido, pois sempre que ligo nunca tem mais vagas. Hoje, ele está com uma turma aberta com início dia 02/10/2017 e termino dia 20/12/17.

Carga Horária: 212h
Horário: 08:00 às 12:00 | Segunda à sexta
Valor Total: R$ 1560,00 (4x no boleto bancário; 12x no cartão de crédito com 10% de desconto; ou à vista, com 15% de desconto)
Contato: (81) 3413.6697 / 6686
Onde: Av. Visconde de Suassuna, 440, Santo Amaro

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Instituto da Costura

Cursos:
  • Costura Industrial
  • Modelagem Industrial
  • Especialização em Modelagem Feminina
  • Modelagem Infanto Juvenil
  • Corte e Costura Básico
  • Corte e Costura Infanto Juvenil
  • Corte e Costura em Malha
  • Corte e Costura Moda Praia, Íntima e Fitness
  • Desenho de Moda
  • Confecção de Bolsas
Duração: cada curso dura 8 meses e a mensalidade é a mesma, material incluso. É preciso ligar para saber os valores.
Onde: Av. Dantas Barreto, n°: 324, Sobreloja do Edifício Pernambuco – Santo Antônio. Próximo a Pracinha do Diário e em frente ao Edifício JK, antigo prédio do INSS.
Contato: (81) 3424-9046

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Casa 208

Além desses cursos, a Casa 208 oferece workshops com temas como Coloração pessoal, silhueta e Definição de estilo e identidade visual, entre outros. A professora Izabel Carvalho também tem uma formação bem interessante, que dá para conferir aqui nesse link aqui!

Cursos:
  • Consultoria de Imagem
  • Corte e Costura Individual
  • Modelagem Plana Feminina
  • Tecidos e Aplicações no Vestuário
Contato: (81) 3032.3321 | 9 8280.4772
Email: contato@casa208.com | Site: www.casa208.com

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Studio A - Cursos de Moda

A professora Elaine Nascimento é formada em Design de Moda pela Faculdade Senac/PE, e já deu aulas no Instituto da Costura, no curso de Corte e Costura Básica.

Cursos:
  • Corte e Costura Básico: Aprende a confeccionar 10 peças do vestuário feminino. Custo de R$ 960,00 reais (material incluso)
  • Modelagem Básica: Aprende a fazer moldes de saias, blusas, calças, vestidos, macacões e uma camisa masculina.
Onde: Av. Bernando Vieira de Melo, 1472 - Sala 11, Piedade - Jaboatão dos Guararapes. Próximo a Caixa Econômica - Galeria Júlio Rosa
Contato: (81) 9 95061494 | 9 84594590


Quando eu descobrir mais outros cursos, vou adicionando aqui!

Epígrafes

16 de julho de 2017

Olhando a minha lista de postagens em rascunho, encontrei essa aqui de 2014 (!). Já não me lembro mais se cheguei a postar e reverti para rascunho depois, como fiz com várias postagens num dia em que não estava gostando nada do mundo, ou se nunca cheguei a postar para início de conversa. Só sei que achei que essas fotos ficaram tão bonitas com essa luz natural, e decidi postar hoje, finzinho de domingo, quando o que eu queria ter escrito não deu muito certo porque bateu aquela melancolia de domingo e a gente não tem vontade de fazer mais nada. Ah, eu me inspirei nesse post aqui da Sanne, do canal literário Books and Quills, que me fez eu ficar curiosa para procurar epígrafes interessantes dos livros na minha estante. Para minha surpresa, poucos tinham epígrafes, apesar de ter visto online que outras edições dos mesmos livros tinham.






Admirável Novo Mundo, de Aldous Huxley
Battle Royale, de Koushun Takami
Por Favor, Cuide da Mamãe, de Kyung-sook Shin
As Intermitências da Morte, de José Saramago
On Writing, de Stephen King

Agora, já li e já me esqueci (a história da minha vida), mas não consigo nunca lembrar a diferença entre epígrafe x epitáfio x epigrama x epíteto!

6 ilustradores de moda para seguir no Instagram

15 de julho de 2017

Ilustração de Moda é uma das minhas áreas favoritas nesse vasto mundo da moda. Estava lendo um dia desses o livro Basic Fashion Design: Fashion Drawing, de John Hopkins, e aprendi muita coisa sobre a história da ilustração de moda. Desde o seu surgimento com as litografias nas grandes publicações de moda na segunda metade do século XIX, cuja função era mostrar às leitoras os "looks" em alta em Paris na época, aos dias atuais, em que não existe mais regras sobre como os desenhos devem ser e os próprios ilustradores estão nas primeiras filas das semanas de moda.

É interessante ver como os desenhos evoluem junto às mudanças que ocorrem na moda e, até mesmo, o estilo de ilustração influencia o que se torna moda eventualmente. Sigo vários ilustradores no Instagram e hoje vim mostrar aqui alguns dos meus favoritos, em ordem aleatória:

Monica Ruf

Começando pela brasileira Monica Ruf, formada em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, e que foi para Milão fazer um mestrado em Design de Moda pelo Istituto Marangoni, e ficou por lá mesmo. Ela já fez trabalhos para marcas como Elizabeth Arden e La Perla, e suas ilustrações já foram publicadas por revistas como Vogue Itália, Vanity Fair e Marie Claire. Suas ilustrações são bem femininas, com muitos retratos de pessoas famosas do mundo da moda. Ela tem também uma loja no Society6 onde vende almofadas, cases de celular, canecas, bolsas e outras coisas.


Eris Tran

O vietnamita Eris Tran é um ilustrador e designer especializado em Alta Costura, como Zuhair Murad, Elie Saab e Marchesa. As suas ilustrações são incrivelmente realistas, com as cores, sombreamento e iluminação perfeitas


Holly Nichols

Por muitos anos, Holly Nichols dava aulas de arte para crianças com necessidades especiais e trabalhava de ilustradora freelance nas horas vagas. Até que ela começou a ficar exausta de equilibrar as duas profissões e decidiu focar apenas na ilustração de moda, um risco que deu muito certo! Hoje, ela já fez trabalhos para marcas e lojas como TRESemmé, Saks Fifth Avenue, Barney's New York, Neiman Marcus, Disney, Living Proof, e muitas outras. Dá para saber mais sobre os materiais de desenho que ela usa em seu site aqui e conferir sua loja no Etsy aqui.


Kerrie e Megan Hess

Kerrie e Megan Hess são duas irmãs australianas, que começaram estudando Design Gráfico, inicialmente por não saberem bem se dava para viver fazendo ilustrações. Hoje elas já se estabeleceram no mercado, com trabalhos para revistas como Vanity Fair, Time e Vogue, e marcas como Tiffany & Co, Prada, Valentino, Fendi, Louis Vuitton, Dior, Balmain, Balenciaga, Louboutin, Cartier, e muitas outras.


Laerttes de Oliveira

Estudante de Moda na Unicesumar, em Maringá/PR, Laerttes de Oliveira gosta de retratar mulheres fortes. Ele utiliza aquarela em suas ilustrações, mas também mistura com outras técnicas, e já assinou vestidos e criar ilustrações para marcas. Hoje trabalha na Lança Perfume.



E vocês? Seguem algum ilustrador legal no Instagram?

Links interessantes da semana 14/07/17

14 de julho de 2017


Mais uma semana chegando ao fim, aqui vão os links mais interessantes que eu encontrei pela Internet:
  • No meio de tantas incertezas no mercado, o Business of Fashion fez uma publicação muito interessante para quem é da área falando um pouco sobre as 6 profissões do futuro da moda aqui (em inglês).
  • A Malha, que é "um movimento por uma nova forma de pensar, produzir e expressar uma moda mais colaborativa, justa, sustentável", em parceria com o Instituto C&A, lançou vários relatórios de tendências sobre o Futuro da Moda muito interessantes, disponíveis para download gratuito aqui.
  • Para quem gosta dos calçados da Melissa, um texto interessante sobre como a marca agora é vegana, mas ainda tem um longo caminho a percorrer para ser sustentável, lá no Modefica.
  • Uma entrevista polêmica com a Lucinda Chambers, ex-diretora de moda da Vogue Britânica, que parou o mundo da moda essa semana com suas confissões sobre o antigo emprego, entre elas de que parou de ler a revista há bastante tempo, via FFW.
  • Esse perfil super divertido no Instagram da Stefani, uma menina de 3 anos que "veste" roupas feitas de frutas e flores, usando perspectiva forçada.
  • Saiu um trailer novo do filme em live-action de um dos meus mangás favoritos, Full Metal Alchemist, com previsão para estreia em Dezembro, no Japão!
  • Esse vídeo fantástico mostrando a cidade de Kamikatsu, no Japão, que desde 2003 possui um dos sistemas de reciclagem mais rigorosos do mundo (em inglês).
  • Um subreddit novo foi criado essa semana, r/doggybags, dedicado a mostrar a criatividade das pessoas que pegam o metrô de Nova York, que só permite a entrada de cachorros que possam ser carregados em bolsas! O meu favorito é esse aqui.
  • Essa foto dos anos 1950 de um cortador de grama de luxo com ar-condicionado, lá no r/oldschoolcool.

Life is Strange | Análise do Jogo

13 de julho de 2017


Se você pudesse voltar no tempo e desfazer ações que te levaram a resultados ruins, faria isso?


Se você tivesse a chance de escolher ter apenas um super poder, qual seria? Eu gostaria de poder voar, mas acho que é só uma questão de tempo para aperfeiçoarmos os avanços tecnológicos que farão com que jetpacks sejam seguros e vendidos em uma grande escala, então não desperdiçaria meu desejo com isso. Também gostaria de ter outros poderes, como a invisibilidade, a invulnerabilidade, e o poder de copiar poderes (que não serviria de nada se eu fosse a única pessoa com poderes no mundo...). Mas não, eu escolheria mesmo o poder de viajar no tempo e mudar o passado. O problema é que viagem no tempo é um negócio complicado, e se todas as histórias que já vi me ensinaram algo é que as consequências de voltar ao passado para alterá-lo são imprevisíveis e, na maioria das vezes, catastróficas.

Daí que em 2015 saiu esse jogo na Steam, Life Is Strange, um game episódico de aventura desenvolvido pelo estúdio Dontnod Entertainment e publicado pela Square Enix. A premissa parecia ser muito interessante, vide o meu fascínio pelo tema de viagem no tempo, e acabei me apaixonando perdidamente por esse jogo. É um game sobre os problemas da vida de uma adolescente, sobre bullying na escola, sobre problemas de relacionamento com pais e figuras de autoridade, sobre descoberta da própria sexualidade e de seu lugar no mundo e, em essência, uma história sobre amizade.

Eu sei que estou um pouco atrasada com esse protótipo de resenha aqui no blog, mas acredito que não seja tarde para divulgar esse jogo mais um pouquinho para quem ainda não teve a chance de conhecê-lo.


Enredo

Maxine Caulfield é uma garota de 18 anos que decide voltar para a sua cidade natal, Arcadia Bay, para estudar Fotografia numa prestigiosa escola da região, a Blackwell Academy. Um dia, Max acorda de um cochilo durante a aula após sonhar com um tornado que está prestes a devastar toda a cidade. Assustada, ela vai ao banheiro lavar o rosto e acaba ouvindo uma discussão entre Nathan Prescott, um playboyzinho filho de um dos homens mais ricos e influentes da cidade, e uma menina de cabelos azuis. O garoto saca um arma e acaba atirando (e matando) a menina que, coincidentemente, é a melhor amiga de infância da Max, a Chloe Price. É nesse momento que Max descobre que consegue voltar no tempo e mudar o curso dos eventos para impedir que sua amiga seja morta. Reunidas, Max e Chloe passam a investigar o desaparecimento misterioso de outra aluna da escola, a Rachel Amber, e começam a presenciar uma série de acontecimentos bizarros na cidade.


Jogabilidade

LIS é um jogo interativo, assim você pode interagir com os objetos, o ambiente e os personagens ao redor, para encontrar pistas e descobrir mais sobre eles. E se você não gostar dos resultados das suas ações, é possível voltar no tempo até certo ponto e usar as novas informações obtidas para influenciar as pessoas e mudar o desenrolar dos eventos. Algumas interações são essenciais para o avanço da história, mas outras são dispensáveis, apesar de interessantes para compreender o ambiente da escola, o contexto político da cidade e, basicamente, dar maior profundidade aos personagens.



Gráficos

Se você gosta de fotografia, saiba que esse é um tema recorrente do jogo. Desde uma aula em que termos relacionados são discutidos, como uma das atividades opcionais do game ser tirar fotos de cenas e objetos específicos (ganhando achievements na Steam). As fotografias da Max também são, em certos momentos, essenciais para o desenrolar da história. Além disso, o jogo tem uma produção artística incrível, com cenas lindíssimas. Isso ajuda a ter uma rápida imersão no jogo, porém deu para perceber em muitos momentos como a sincronia labial não era das melhores (isso foi justificado pelo baixo orçamento que a Dontnod teve para desenvolver o jogo).



Trilha Sonora

Outra ponto positivo é a trilha sonora maravilhosa, com músicas de indie rock que se encaixam perfeitamente no jogo, te fazendo se aproximar mais das sensações vividas pelos personagens. Dá para conferir todas as faixas licenciadas pelo jogo nessa playlist do Spotify aqui:


Pontos negativos

- Apesar de gostar do ritmo do jogo como um todo, algumas partes têm um ritmo estranho, com puzzles com premissas interessantes, mas mal implementados, como ter que catar garrafas de vidro num ferro-velho para conseguir avançar a história.
- O quinto episódio é o que eu menos gosto e, na minha opinião, o mais fraco de todos. Entre vários fatores, fiquei desapontada por só haver duas opções de resultados para a história. Eu sinceramente esperava que fossem vários resultados possíveis, but nope.
- Gostei muito da amizade entre a Chloe e a Max, e o jogo é basicamente sobre a história de amizade entre as duas, mas a Chloe consegue ser uma adolescente egoísta e insuperável (se bem que isso é bem realista dos adolescentes...).
- É possível jogar os 5 episódios dentro de 10 horas, o que pode ser pouco tempo de jogo para muitas pessoas. Mas isso também pode ser um lado positivo para quem tem pouco tempo disponível e não quer passar horas e horas no mesmo jogo.
- E o ponto mais negativo de todos: não acho que tenha uma boa replayability, ou seja, não acho que seja o tipo de jogo que você queira jogar várias vezes do início. Sim, adorei a experiência do jogo, mas depois da conclusão eu me dei conta que era algo que poderia ser experimentado apenas uma vez.

Veredito

Life is Strange é um ótimo jogo de aventura. Não é perfeito, mas as imperfeições da mecânica do jogo e da trama não ofuscam o game como um todo. É, sem dúvida, um dos meus jogos favoritos de todos os tempos, não que eu tenha jogado muitos jogos na minha vida para começo de conversa, mas sei que esse é um dos bons e que eu preciso recomendar para as pessoas, quer elas costumem jogar ou não. Ele me fez chorar, o que também não é muito difícil, mas conheço muita gente que nunca derrama uma lágrima sequer se debulhando no final do jogo, o que me fez pensar sobre os critérios de Steven Spielberg sobre video games serem obras de arte.

A parte mais legal, e que me fez querer escrever esse post, foi terem anunciado que um episódio novo do jogo será lançado em breve! Life Is Strange: Before The Storm ainda não tem data de lançamento prevista, e será sobre a vida de Chloe três anos antes dos acontecimentos do jogo original.

Detalhes do jogo

Desenvolvedor: Dontnod Entertainment
Publisher: Square Enix
Plataformas: Windows, PS4, PS3, Xbox One, Xbox 360
Lançamento: 2015
Preço: R$ 36,99 o pacote com os 5 episódios na Steam, sendo que o Episódio 1 está com o download gratuito!
Links: Steam | Site oficial

Trailer do episódio 1 (legendado):


Fenearte 2018

12 de julho de 2017














Sorry for the long post, here's a potato!

Virou quase uma tradição anual ir para a Fenearte pelo menos durante um dia do evento. Alguns anos são melhores que os outros, e 2017 foi um bom ano, na minha humilde opinião. O que é bastante curioso, porque acabei não levando nada para casa (a não ser um bucho cheio de comida), então eu basicamente paguei para entrar num pavilhão enorme e andar por umas 3h para cima e para baixo até cansar, vendo um monte de coisas legais que eu não tinha dinheiro para comprar.

O ser humano é um bicho estranho.

Lista de desejos | Moda consciente

11 de julho de 2017

Nesse semestre que passou tivemos uma disciplina de Estilo e tivemos que fazer um trabalho de consultoria. Foi assim que eu realmente comecei a pensar no meu estilo pessoal, que para mim ainda é algo muito indefinido e confuso. Consigo me imaginar vestindo vários estilos diferentes e me sentindo confortável em todos, ao mesmo tempo que sei claramente do que gosto e o que nunca usaria.

É algo que vem me incomodando um pouco esses tempos, ser uma estudante de Design de Moda com um guarda-roupa minúsculo, com muitas peças essenciais faltando, e perceber como as pessoas julgam a forma de me vestir, mesmo sem elas perceberem. Do tipo de muita gente nem acreditar que eu faça esse curso, talvez por não me encaixar dentro de um esteriótipo antiquado do que é ser uma estudante de moda.

Daí que eu venho lendo muito sobre guarda-roupas cápsula, moda ética, sustentável e consciente, e pesquisando marcas nacionais que tenham propostas diferentes e interessantes. Nem tão cedo eu vou ter condições de rechear meu guarda-roupa de peças assim, que costumam ser bem mais caras do que as que a gente encontra em lojas de fast-fashion (por motivos muito válidos e óbvios). Mas, vocês sabem, gosto de listar as coisas mesmo assim, e daí que surgiu essa ideia do post, que conta com apenas marcas brasileiras (exceto os perfumes, que são da Lush).

Ainda pretendo fazer um mega post ou uma página fixa listando as várias marcas que ando pesquisando e qual o diferencial em relação à moda consciente delas. Aguardem!



Look Conforto
Blusa Inês, Bossa Social
Shorts Wild Safari, Resgate Fashion
Sapato Oxford Verniz Preto, Urban Flowers
Óculo de sol, Zerezes
Bolsa Crossbody Trip Preta, Ana Capri
Perfume Dear John, Lush


Look Scully de férias
Calça Charlotte,Yes I Am Store
Bata Chico Off White, Pano Social
Jaqueta Basilar, Envido
Bota Chelsea Hevea Preto, Insecta Shoes
Bolsa Alice, Leprei
Anel Pingente DROPme, Carlotta
Perfume All Good Things, Lush


DIY: Painel de Eucatex perfurado para organização

10 de julho de 2017


Quando comecei a comprar meus materiais da faculdade, não imaginava o quão difícil seria organizar tudo num espaço tão pequeno. São várias réguas, linhas, tesouras, papéis de vários tamanhos, tubos e mais tubos de modelagens, agulhas, alfinetes, bobinas e um monte de outras miudezas que se perdem facilmente.

Aí que eu via sempre no Pinterest esses painéis perfurados, os tais dos pegboards, sendo usados para organizar as coisas, e decidi que ia fazer isso no meu quarto. Pedi ajuda ao meu pai, porque ainda não foi dessa vez que eu tive coragem de usar uma furadeira sozinha... Mas agora que já fiz uma vez, acredito que conseguiria fazer tudo sozinha, sim! E, claro, não poderia deixar de mostrar aqui no blog todo o processo:

Materiais

- Uma chapa de Eucatex perfurado (o meu já vinha na cor branca e comprei numa das várias madeireiras da Rua Dr. José Mariano, no bairro dos Coelhos, aqui no Recife, por volta dos R$ 35 reais)
- Furadeira e buchas
- Ripas de madeira para a base
- Serra para cortar as ripas

Passo a passo

O primeiro passo foi cortar a chapa de Eucatex na própria loja já do tamanho que eu queria colocar na parede, de 1,80 m de largura e 0,80 m de altura, o suficiente para caber entre a escrivaninha e uma prancha fixada na parede. Se você não conseguir que alguém na madeireira faça isso para você, acredito não deve ser muito difícil fazer em casa, porque a chapa é fina e fácil de serrar.

O segundo passo foi serrar as ripas de madeira para fazer uma moldura na parede e parafusá-las, com buchas. Esse passo é necessário para criar uma certa distância entre o painel e a parede, e assim ser possível colocar os ganchinhos para pendurar as coisas.


Improvisando com a mesinha da varanda, cerramos as ripas do tamanho certo para fazer a moldura. Foram 3 ripas de 79 cm, para serem colocadas na vertical, e 6 ripas de 81 cm, para a horizontal, de forma que a chapa ficasse ligeiramente maior que a moldura.


Usamos o app da bússola no iPhone para conferir se as ripas estavam alinhadas corretamente, heh.


A moldura já pronta fixada na parede (e todo pó maravilhoso que tivemos que limpar depois...).

Depois disso, é só colocar a chapa de Eucatex na parede e parafusá-la bem. Usamos muitos parafusos mesmo, com medo de não aguentar o peso das coisas que fossem penduradas. E aí é só decorar do jeito que preferir! Comprei vários suportes próprios para Eucatex perfurado no centro da cidade, num lugar que vendia expositores de loja (que curiosamente também vendia óculos de grau e de sol...). Eles foram um pouco difíceis de encontrar, porque eu queria que fossem do menor tamanho possível, de 3 ou 5 cm de comprimento, mas deve ser mais fácil encontrar pela internet.

Colocamos também uma barra de fixação de aço, daquelas de cozinha, comprada no Atacado dos Presentes, e que uso para pendurar alguns baldes pequenos de metal para organizar lápis, canetas, tesouras, marcadores e essas coisas. E também colocamos duas pranchas de madeira pinus, bem estreitas, onde ficam vários potinhos de vidro com todas as miudezas, tipo botões, fechos de metal, e todo o resto. Dá para decorar também com pranchetas de desenho, pendurando ilustrações ou colando fotos com fita banana ou dupla face, e adicionar ao redor o item essencial do kit de blogueira inspirada no Tumblr: um pisca-pisca!

A seguir, separei quatro pegboards que me serviram de inspiração:





Foi um pouco cansativo, mas gostei muito do resultado! Quando me mudar, quero reaproveitar essa ideia, e quem sabe fazer com uma moldura bonitinha e organizando os materiais de forma mais criativa.

Lo-Fi Hip-Hop | Para Ouvir

9 de julho de 2017


O Youtube vem recomendando vááários vídeos de lo-fi hip hop para mim, acho que porque uma vez eu procurei que tipo de música o Casey Neistat usava em seus vlogs diários e o algoritmo do site passou a recomendar vídeos de músicas parecidas constantemente. Acabei dando uma chance e gostando muito, é o tipo de música que você escuta para relaxar ou enquanto está fazendo alguma atividade manual ou precisa se concentrar. Fui pesquisar mais e acabei conhecendo o subreddit r/lofihiphop, onde conheci mais criadores de conteúdo, um pouco da história desse subgênero e até instruções de como fazer suas próprias batidas com amostras de músicas.

Basicamente, o Lo-Fi Hip-Hop é um subgênero do hip-hop que vem crescendo em popularidade nos últimos anos. É um tipo de música com batidas instrumentais de hip-hop, um som com cara de antigo e grosseiro, como se a música estivesse saindo de um tocador de fita cassete. As músicas têm sempre uma batida de bateria downtempo, que é um estilo de música eletrônica com um andamento lento, e uma amostra de outra música em loop, geralmente de outro gênero musical, tipo o jazz e música clássica, mas pode ter também amostras de músicas de filmes antigos, discursos e programas de TV.

"Lo-fi" vem do inglês, low fidelity, e é um estilo de produção musical feito com técnicas de gravação de baixa fidelidade. No passado, nos anos 80 e 90, elas eram feitas assim com gravadores de fita cassete baratos por falta de verba, mas hoje são feitas com programas próprios para isso, por um questão de estética e também como forma de negação do mainstream.

Tenho escutado bastante esse álbum do ShlohmoBad Vibes, que foi lançado em 2011, mas têm muitas playlists legais lá no Youtube que dá para conferir aqui.



Leia mais:
Lo-Fi Hip Hop and the Legacy of Sampling Technology
Lofi producers: how do you do it?

3º Festival Vegano do Recife

8 de julho de 2017


Hoje foi o primeiro dia do 3º Festival Vegano do Recife, lá na Faculdade Santa Helena. Um amigo compartilhou o evento no Facebook e, pela primeira vez que eu me lembre, confirmei que ia para algum evento e realmente fui. Era perto de casa e eu queria dar só uma olhada nas atrações e quem sabe degustar algumas comidas veganas.

Não, não sou vegana, mas é algo que eu realmente quero ser. Uma das coisas que mais ouço quando falo isso para meus amigos é que deve ser um estilo de vida muito caro e difícil, e que não existem tantas opções assim de alimentação disponíveis no Recife. Eu discordo disso, ainda mais seguindo a conta da @veganapobre e ver que dá para seguir uma dieta vegana sem gastar tanto na feira do mês.

Ir nesse festival foi ótimo para desmitificar isso mais ainda e ver que tem, sim, muitas opções de comida com preços acessíveis e até com delivery no Recife. Não passei muito tempo no evento, pois acabei chegando tarde, mas deu para ver todos os estandes e pegar os cartões de visita das lojas e restaurantes. A ideia mais legal que eu vi foi a do Mock - Açougue Vegano, que é um clube de produtos veganos especializados em carnes vegetais, com a proposta de entregar na sua casa carnes e temperos veganos uma vez ao mês.

Também matei a vontade enorme que eu estava de comer pizza. Aproveitei o clone de fatia da Pizzalize e provei a pizza de tomate seco assado com brócolis e a de queijos, e gostei muito! O que eu pretendo fazer é parar de comer carne e derivados de animais aos poucos, porque sinceramente acho que se eu parasse abruptamente eu não conseguiria manter. Enfim, amanhã tem mais, se alguém estiver interessado em ir!

Favoritos de maquiagem dos últimos tempos

7 de julho de 2017

Eu nunca fui de usar muita maquiagem, apesar de aparentemente termos uma coleção grande aqui em casa, viver assistindo tutoriais e resenhas de produtos no Youtube, e até maquiar minhas amigas de vez em quando para eventos. Eu simplesmente gosto de usar algo básico e leve para o dia a dia, seguindo a escola Lisa Eldridge de maquiagem.

Acho que o que uso deve ser muito sutil, porque geralmente as pessoas com quem convivo estranham quando descobrem essa minha paixão por maquiagem. Também não me importo de sair de casa de cara lavada, tenho aceitado mais minhas imperfeições na pele, mas admito que muitas vezes é por pura preguiça de saber que quando eu chegar em casa tarde da noite, vou ter que tirar tudo direitinho antes de dormir...

Enfim, tenho gostado de usar esses produtos a seguir, a maioria de marcas nacionais e com preços acessíveis:


Primeiro, a base mate líquida da Ruby Rose, que fiquei com vontade de testar de tanto falarem nos blogs e canais que sigo. É uma base cremosa e bastante densa, com acabamento seco. E como ela seca rápido, gosto de aplicar aos poucos com as mãos mesmo, então nem sujo pincéis ou esponjinhas, ha! A base tem uma cobertura média/alta e controla o brilho da minha pele oleosa por umas boas 4h nesse clima quente e úmido de Recife, o que pra mim é muito bom! Ela é uma base bem barata, custando apenas R$ 10,00 reais no site da marca, e a cor que eu uso é a L2, que fica só um tiquinho mais escura que o meu tom de pele, nada perceptível.

O segundo item de maquiagem favorito no meu processo de des-zumbificação quando saio de casa: esse corretivo líquido da Bruna Tavares, na cor BT 20, de fundo rosado. Ele é à base de água, não oleoso, com cobertura média/alta e secagem rápida. Gosto de aplicar com os dedos também e parece esconder magicamente as minhas olheiras. Nem sinto necessidade de assentar com pó!


Uso esse pó compacto translúcido da Vult há anos, acho que essa deve ser a quarta vez que o compro. É o meu pó nacional favorito, com uma textura fininha que dá um efeito aveludado à pele e um acabamento bonito à maquiagem. Ele vem em várias cores, mas eu sempre compro a translúcida, pois já testei as mais claras numa loja e achei que não iam dar certo para mim. A melhor parte mesmo é o preço, que varia entre R$ 20,00 a R$ 30,00 reais.

Estou à procura do hidratante facial para peles oleosas perfeito. Já testei vários produtos e esse da Granado foi um deles. Mas não o uso como hidratante e sim como primer, quando quero que a minha base dure por muitas horas. Ele promete "hidratar, reduzir a aparência dos poros e minimizar o brilho excessivo, proporcionando um efeito mate" e cumpre o que promete, mas ele tem silicones na fórmula (como o dimethicone). Esses silicones são ótimos para disfarçar os poros e as linhas de expressão da pele, e ajudam bastante no aumento da duração da maquiagem, mas em peles mais sensíveis (como a minha) podem causar cravos e espinhas, então evito usar todos dias. Ah, o mais legal é que ele é vegano!


Esse é um blush da NYX na cor Taupe, um tom marrom acinzentado de fundo frio e acabamento opaco que uso para fazer contorno no rosto. Ele não é tão pigmentado assim, mas acredito que isso ajude a dar um resultado mais natural, ainda mais para quem tem a pele clara como a minha. Ele tem uma boa durabilidade, além de ser livre de talco e parabenos, e tem essa embalagem resistente e fofinha. Ele foi comprado há mais de ano e agora que veio aparecer o fundo, então acho ainda vai durar um bom tempo.

A KleanColor é uma marca cruelty free que é vendida na loja Shop Miss A, onde tudo custa apenas U$ 1.00 dólar. Esse da foto, o Ms. Chick Blush na cor Apricot, foi comprado lá e é um coral/pêssego com fundo rosado, sem brilho algum. Ele é muito pigmentado e eu preciso aplicar com cuidado para não ficar parecendo um dorito, mas para mim não é problema algum. A embalagem é simples e meio desnecessariamente grandona, mas também não acho algo ruim. Descobri que vários blushes dessa linhas são bons dupes dos famosos blushes Amazonian Clay, da Tarte, então se você quiser uma opção baratinha, recomendo!



Estou gostando muito dessa canetinha de sobrancelha da quem disse, berenice?. Ela tem essa ponta bem fininha que ajuda na hora de desenhar os pelos um de cada vez e definindo mais as minhas sobrancelhas. Ela vem numa única cor, que é bem clarinha e transparente, mas que combinou bem comigo e dá uma aparência bem natural.

Acho iluminadores incríveis, tanto quando aplicados de forma natural ou em makes nada sutis. Adorando esse iluminador em stick da Vult, que vem numa embalagem retrátil bem bonitinha, que não corre o risco de quebrar e sujar tudo na nécessaire, voando pó e glitter para tudo quanto é lado. Ele tem uma textura cremosa com um brilho cintilante, e gosto de aplicar o produto diretamente com o stick e espalhar com os dedos, nas têmporas e no arco do cupido dos lábios.


Por último, essa máscara de cílios "ousada, curva e levanta" da quem disse, berenice?, que promete curvar e levantar os cílios (duh!), mantendo-os "curvados por até 10 horas, sem formar grumos". A máscara tem esse aplicador curvado com cerdas finas e acredito que cumpre a descrição do produto: não empelota, o que eu detesto quando acontece, e deixa os cílios bem separadinhos. Não dá tanto volume assim, mas também não é essa a proposta.


* As marcas quem disse, berenice?, Vult, Granado e Tracta/Bruna Tavares estão na lista da PEA de empresas que não testam em animais. 
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