Okja | Minhas (breves) impressões

6 de julho de 2017


Semana passada eu estava de bobeira em casa, primeiro dia de férias. Quando abro o Netflix para continuar a minha (lentíssima) maratona de Arquivo X, aparece uma recomendação de um filme novo: Okja. A sinopse era meio maluca e eu só conhecia o diretor por causa da polêmica que teve no último Festival de Cannes, em que os franceses vaiaram a exibição do filme quando descobriram que ia para o serviço de streaming ao mesmo tempo que estrearia em cinemas selecionados (a França tem uma lei que proíbe que um filme seja disponibilizado online até 3 anos de sua estreia nos cinemas). Enfim, eu achei o elenco tão curioso (Tilda Swinton, Jake Gyllenhall, Paul Dano, Steven Yeun e Lilly Collins num filme só!) que dei play sem nem ler resenhas no Rotten Tomatoes ou ver a nota no IMDb, o que é muito raro para mim! E não me arrependi nenhum pouco.

Não se preocupem, o texto a seguir não contém spoilers que possam estragar a experiência.

Okja (2017)

Direção de Bong Joon-ho. Disponível na Netflix.

A Corporação Mirando, comandada pela CEO Lucy Mirando (interpretada pela minha musa, a Tilda Swinton), cria porcos geneticamente modificados por motivos aparentemente nobres: acabar com a fome no mundo e produzir carne animal que polua menos a um custo bem menor. Numa competição internacional, a empresa manda 26 super porcos para 26 países diferentes sob os cuidados de fazendeiros locais. Eles terão 10 anos para criar o maior super porco e vencer a competição.

A Okja é um desses super porcos e foi enviada para a Coréia do Sul, onde se torna a melhor amiga da neta de um dos fazendeiros, a pequena Mija (interpretada pela incrível Ahn Seo-Hyun). Quando os 10 anos se passam, está na hora de descobrir qual dos 26 porcos ganhou a competição. Mija precisa lutar contra uma Monsanto fictícia, com a ajuda de um grupo de ativistas terroristas-não-terroristas, para salvar a sua melhor amiga.


Okja é um filme coming-of-age entre uma menina e o sua amiga super porca (que lembra mais um hipopótamo), mas também é sobre corrupção, exploração animal, ativismo e sobre como nós, consumidores, precisamos fazer algo para garantir a qualidade dos alimentos que consumimos. Não acredito que seja um filme com a intenção de nos transformar em veganos ou vegetarianos, mesmo que tenha reforçado e incentivado essa vontade dentro de mim. É sim um filme que nos leva a questionar aquilo que chega aos nossos pratos e como deveríamos tratar os animais com mais humanidade.


Dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-Ho, o filme é uma mistura de tons equilibrados, indo do humor à violência. Okja parece mais uma adaptação live-action de um filme do Studio Ghibli, e as cenas entre Okja e Mija lembram muito Meu Vizinho Totoro. Mas além desse lado fofinho e engraçado, o filme tem algumas cenas bem pesadas, então fica o aviso para as pessoais mais sensíveis. Chorei durante várias partes do filme, mas também sou uma manteiga derretida, mas acredito que até as pessoas com ductos lacrimais dentro do padrão normal também vão se emocionar com esse filme!

Trailer:

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