You care about what other people think because you're afraid one day they will see you the way you see yourself

22 de novembro de 2018

Em algum ponto da Highway 1, na Califórnia.

Passei os últimos meses me perguntando se deveria ou não deletar esse blog e, por um tempo, achei que o melhor fosse mesmo dar fim a essa coisa toda. Mas quando o dia de renovar o domínio chegou, eu simplesmente não consegui deletá-lo e venho desde então tentando juntar coragem para voltar a escrever por aqui. Muitas coisas aconteceram nesse último ano e, ao mesmo tempo, parece que minha vida continua a mesma desde que postei aqui pela última vez.

Esse foi mais um ano cheio de altos e baixos, de dias tristes, de ansiedade intensa, de chorar até os olhos ficarem inchados, de passar horas deitada na cama sem conseguir dormir. Foi também o ano em que eu fiz a minha primeira road trip pelos Estados Unidos, comecei um emprego novo (mesmo que não tenha durado por muito tempo), saí totalmente da minha zona de conforto, comecei novas amizades, experimentei coisas novas e tentei entender mais sobre quem eu sou e qual o meu papel no mundo.

Por volta dos 25, quando eu comecei a entrar nessa crise, no fundo, no fundo, eu acreditava que seria apenas mais uma fase curta, daquelas que todo mundo acaba passando um dia na vida, e logo as coisas iriam se arranjar. Hoje, vejo mais como um estado de permanência que necessita de um esforço concertado para que eu possa superar. Tentei mudar minhas rotinas destrutivas, entrei na academia, fui à nutricionista, comecei uma dieta vegetariana, passei a meditar antes de dormir. Mas é tão difícil fazer as coisas vingarem, de manter uma rotina saudável e... de se aceitar.

E acho que esse é o maior motivo de nunca mais ter aparecido por aqui e de ter sumido também da vida "real". Acreditei tão fortemente que ninguém gostaria da companhia de uma pessoa tão negativa como eu que preferi me ausentar do que fazer as pessoas se afastarem ativamente por perceberem que não suportam mais minha presença. O meu humor auto-depreciativo consegue ser engraçadinho no início, mas depois de um tempo passa a ser desconcertante.

Não sei exatamente qual o objetivo dessa postagem. Sei que venho tendo cada vez mais vontade de voltar a escrever por aqui, de publicar os textos que deixei em rascunho por causa da ansiedade, de tirar do papel as centenas de ideias que tenho anotado e de, talvez, não levar as coisas assim tão a sério.

Um comentário

  1. Não se esqueça que o blog é seu! Aqui você pode escrever sobre o que quiser, do jeito que quiser! Quem te acompanha já te admira justo por você ser quem é. Sei que é difícil se desprender da opinião alheia, mas pelo menos aqui você tem que encontrar seu refúgio dow julgamentos, saber que por mais que outras pessoas estejam lendo, aqui é seu domínio (literalmente) e você pode e deve falar o que estiver sentindo. Como disse, quem te acompanha quer isso mesmo, saber de você, da sua opinião, da sua vivência. E a maneira como você escreve tão bem ajuda a tornar tudo mais interessante

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